Saturday, May 26, 2007

Volare, ôÔ...cantare!


Em momentos finais de embriaguez já um tanto nostálgica, começamos a nos despedir de Lyon. Sem saber direito o que o destino nos reserva na próxima esquina, se um retorno em breve, um retorno ao longe, um adeus...sei lá.
E perguntas girando na cabeça, medos percorrendo as veias, ansiedades e saudades, uma mistura, verdadeira bomba atômica.
E o Brasil, colorido, dá a chamada final e nos espera. E é a gente pedindo pro tempo párar, ir mais devagar..
E os amigos dizem "volta logo", a família pede "vemmmmmm" e o coração preso em algum canto nessa França, sem querer partir.
Devia eu já ter me habituado a essa minha vida que sempre foi tão cigana. Nesse meu circo da vida, já empacotei minhas lembranças, em média, dez vezes. E sempre começando do zero, às vezes do um ou do dois, mas nunca muito mais do que isso.
Enquanto não sou intimada pela TAP para partir, vou em uma fonte em Roma, com o meu pedido ao lado.
E deixa a vida me levar...

Tuesday, April 17, 2007

Nem cinco minutos guardados...

Teus olhos querem me levar
Eu só quero que você me leve
Eu ouço as estrelas
Conspirando contra mim
Eu sei que as plantas me vigiam do jardim...
As luzes querem me ofuscar
Eu só quero que essa luz me cegue
Nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro
Não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro
O meu corpo não quer descansar
Não há guarda-chuva contra o amor...
O teu perfume quer me envenenar
Minha mente gira como um ventilador
A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade
Teus pés vão girando igual aos da porta estandarte
Tanto faz qual é a cor da sua blusa
Tanto faz a roupa que você usa
Faça calor ou faça frio
É sempre carnaval no Brasil
Eu estou no meio da rua
Você está no meio de tudo
O teu relógio quer acelerar,
Quer apressar os meus passos
Não há pára-raio contra o que vem de baixo
Tanto faz qual é a cor da sua blusa
Tanto faz a roupa que você usa
Faça calor ou faça frio

Friday, March 23, 2007

Umas e outras...

"Por isso às vezes ela cansa e senta um pouco pra chorar,
Que dia, poxa, que vida danada, tem tanta calçada pra se caminhar..."



Em uma daquelas noites em que os olhos pesam, o corpo pede descanso mas sua mente, inquieta, não se rende.
E não sabe o que se passa, talvez seja mesmo tal confusão que não a faça se entregar assim.
Um aperto no peito, um vazio de sabe-lá-oquê, tempos difíceis, crescer...
Sentindo falta da terra do nunca que crio para me refugiar dessa vida que pode ser duramente real...mas não consigo encontrá-la.
E cada um em busca de algo pra se reafirmar, ao observar o mundo, dou-me conta da loucura inerente a cada um. E como somos inseguros, como precisamos de reconhecimento, como somos carentes do próximo mas ignorantes e orgulhosos o suficiente para negarmos!
E é o mundo todo querendo demonstrar seu valor mas, na verdade, não com o objetivo de convencer e ser valorizado pelos outros e sim para, na aprovação alheia, provar a si mesmo...somos tolos, às vezes patéticos.
E meu pai sempre disse que eu tinha vocação para ser veterinária.
É, os pais sempre têm razão.

Wednesday, February 14, 2007

Il va pleuvoir...

Vai chover de novo,
deu na tv que o povo já se cansou de tanto o céu desabar,
E pede a um santo daqui que reza a ajuda de Deus,
mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim,

Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar,
Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade

Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?

Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem,
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar,

Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha tv que eu vou de vez,

Não há porque chorar por um amor que já morreu,
Deixa pra lá, eu vou, adeus.
Meu coração já se cansou de falsidade

Friday, February 02, 2007

Eu me perdi em algum atalho no caminho...

E não dá pra entender como a vida parece rir de nossa cara às vezes. De show de Truman à eu queria ser John Malcovich, tudo vem sempre com um tom de realidade irreal.
Por mais que queiramos o controle, façamos planos, como diria Chico, vem sempre a roda-viva e carrega o destino pra lá. E nessas horas, fecho os olhos como alguém que tenta acordar!
Nem sei mais o que bate, não me pergunto mais o porquê. Simplesmente, eu não quero mais entender...

Saturday, January 06, 2007

Besame mucho

Resoluções de ano novo, clichê anual. Desde regimes, mais esportes, parar de fumar e beber..aquela velha ilusão de colocar um marco no tempo e decidir que tudo será diferente a partir de então. Sempre disse não por não acreditar, mas esse ano quis fazer parte do clichê.
Quero que seja diferente e sei que esse querer faz diferença. Retrospectivas me levam a pequenas dores e arrependimentos irreversíveis mas, ao mesmo tempo, a ter mais cautela e não me deixar mais tão vulnerável.
Cada passo pensado, escudo sempre à frente e valores bem fixos na mente.
E de mais em mais, descobri que o calor espanhol faz milagres. Agora, com mais um idioma fluente (hahahaha) (gracias, feliz año nuevo, valla), aprendi que nunca se pode cortar o cabelo com alguém incapaz de compreender sua língua ou vice-versa. Não me perguntem como descobri isso, só sei que Chitãozinho, no início da carreira, fala por mim.
E viajar, trens, estações, albergues. Pessoas. Pessoas. (É, meu sonho se realizando.)

Sunday, December 17, 2006

À quoi ça sert l'amour?

...

A quoi ça sert l’amour ?
On raconte toujours
Des histoires insensées
A quoi ça sert d’aimer ?

L’amour ne s’explique pas !
C’est une chose comme ça !
Qui vient on ne sait d’où
Et vous prend tout à coup.

Moi, j’ai entendu dire
Que l’amour fait souffrir,
Que l’amour fait pleurer,
A quoi ça sert d’aimer ?

L’amour, ça sert à quoi ?
A nous donner d’la joie
Avec des larmes aux yeux…
C’est triste et merveilleux !

Pourtant on dit souvent
Que l’amour est décevant
Qu’il y a un sur deux
Qui n’est jamais heureux…

Même quand on l’a perdu
L’amour qu’on a connu
Vous laisse un gout du miel -
L’amour c’est éternel !

Tout ça c’est très joli,
Mais quand tout est fini
Il ne vous reste rien
Qu’un immense chagrin…

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie !

En somme, si j’ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien ?

Mais oui! Regarde-moi !
A chaque fois j’y crois !
Et j’y croirait toujours…
Ça sert à ça l’amour !

Mais toi, tu es le dernier !
Mais toi’ tu es le premier !
Avant toi y avait rien
Avec toi je suis bien !

C’est toi que je voulais !
C’est toi qu’il me fallait !
Toi que j’aimerais toujours…
Ça sert à ça l’amour !

(Edith Piaf)

Um doce de clipe: http://www.youtube.com/watch?v=p1Te8ldI9ys (tentei fazer o link, mas não funcionou, desolé!)

....

Sunday, December 10, 2006

Bombril.

Digo não à mesmice, mas me surpreendo às vezes por tanto me surpreender.
Os dias que não possuem 24 horas, mas 12, produzem uma busca incessante pelos segundos que escorrem entre meus dedos.
Adoro coisas multi-uso. Nada como uma caneta que se transforma em um lápis e possui uma borracha em seus recônditos. Pq não um ursinho que se transforma em travesseiro ou uma mala em porta-casacos? Eu, em menina forte e decidida? ...

É, era de mudar. E tudo é novo dentro de mim!

Monday, November 13, 2006

Allez danse, danse, viens dans mes bras...

Allez danse, danse, viens dans mes bras,
Allez tourne, tourne, reste avec moi,
Allez partons vite si tu veux bien, dès le jour,
Le soleil brille très haut tu sais,
Mais j’aime ça, je t’attendais
Alors partons vite si tu veux bien, Sans retour…

Ris plus fort et parle-moi
De nos projets, de nos rêves tout ça
Donne-moi la main, embrasse-moi, mon amour
Le temps comme ami, moi je veux bien
Mais les amis ça va, ça vient,
Alors partons vite brûler le jour et la nuit

Evidemment, tu l’aimes encore,
Je le vois bien tu sais, et puis alors ?
Mais pour l’instant ferme tes yeux, passe ta main dans mes cheveux.

Je veux entendre, ton cœur qui bat, tu sais, je crois qu’il chante pour moi
Mais en douceur comme ça tout bas, comme un sourd
Mon cœur lui s’emballe, il vole haut, peut être un peut trop haut pour moi
Mais je m’en fou, je suis vivant pour de bon

Allez danse, danse, regarde-moi
Allez tourne, tourne, ne t’arrête pas
Allez partons vite, si tu veux bien, dès le jour
le soleil brille, profitons-en
Je t’attendrai, je t’aime tant
Alors vas-t’en vite si tu veux bien, sans retour

Evidemment, tu l’aimes encore,
Ça crève les yeux mon dieu, Tu l’aimes encore
Mais pour l’instant ferme tes yeux, passe ta main dans mes cheveux

Allez danse mon amour ! Allez danse !
Faisons de nos enfants des droits !
Fait tourner le monde mon amour, fait tourner le monde

Allez danse, danse, retourne-toi
Allez tourne, tourne, ne t’arrête pas
Allez partons vite, si tu veux bien, dès le jour
J’ai manqué d’air je m’en souviens,
Toutes ses années sans toi sans rien
Même mes chansons se baladaient le cœur lourd

Evidemment, tu l’aimes encore,
Ça crève les yeux mon dieu, ça crève les yeux mon dieu
Mon dieu…

Tuesday, October 24, 2006

Prova surpresa de Direito Civil..

Nada como chegar e ter uma prova surpresa em outra lingua.
Nunca amei tanto um dicionario.

Papai Noel sabe que mudei de endereço? (Se nao, fica aqui o aviso.)

Lula vai ganhar mesmo?

Pq a piada do motorista e do cobrador nao se aplica na França?

Qual o sabor do suco de laranja natural?

Chocolate em excesso provoca um desequilibrio ecologico mundial?

Pq meus cadarços sempre se desamarram mesmo tendo laços feitos com tanto esmero?


Perguntas e perguntas...todas elas me enervam...

Wednesday, October 11, 2006

Acorda, acorda...

Joana Francesa
Chico Buarque


Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Vem molhar meu colo
Vou te consolar
Vem, mulato mole
Dançar dans mes bras
Vem, moleque me dizer
Onde é que está
Ton soleil, ta braise
Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Wednesday, October 04, 2006

Uh la la

Frio da muringa. O inverno nem chegou e eu ja consigo nao sentir as pontas de meus dedos. O que pode ser um pouco confuso para digitar. Mas tudo aqui é estranho, acho que nao sou mais capaz de me habituar com a normalidade. Em um lugar onde tudo é diferente, desde o teclado, fechadura, agua!! (elas tem sabores, morango, limao?!, pessego), as meninas todas usam maquiagem de dia e nao da pra faltar aula na faculdade!!! (é oq mais me assusta! rs)
Em meio a tanta loucura, eu que sempre me senti meio ET, me assumo como tal e agora com um adjetivo complementar: FELIZ!

Thursday, September 21, 2006

Mudanças

Nunca ser alienigena me fez tao bem.
O teclado aqui nao tem acentos agudos, por isso me despeço deles. Adeus ao doce sabor do berro agudo e do bom português. Outra coisa que faz falta é o til. Aquele som meio preguiçoso e que a lingua francesa nao aderiu, tornando o meu nao meio fanho.
De todas as faltas maiores, nao nego e nem posso omitir a do Tiozinho que cantava com um inglës divino nos ônibus de minha cidade em troca de moedas ou notas ou ainda o famoso passe pra ajudar na passagem dele. E, so pra nao me sentir tao longe, canto baixinho no metro "Vou amarrar minha sogra num tronco de pau e vou dar uma surra, pra ela deixar de ser burra, pra ela deixar de ser burra" (Ainda bem que nao tenho sogra)

Sunday, August 27, 2006

Vida, louca vida...

O alicate serve para arrancar os pregos que você pregou mal. Essa é sua função. Quando utilizamos o alicate para, por exemplo, abrir uma lata, estamos fazendo desse ato uma metáfora, já que não era esse seu papel.
Fazendo uma analogia disso com a vida. Nós vivemos, agimos e fazemos coisas aleatoriamente ou de acordo com a nossa vontade. E não sabemos o porquê de existirmos, qual a nossa função. Logo, tudo o que fazemos pode se caracterizar como uma metáfora.

Confuso?....

Só mais uma forma estranha de ver a vida. Como todas as coisas estranhas que a compõe.

Wednesday, August 23, 2006

Don't patronize me.



Não dá pé,
Não tem pé nem cabeça;
Não tem coração que esqueça;

Não tem ninguém que mereça;
Não tem jeito mesmo;
Não tem dó no peito;
Não tem nem talvez;
Ter feito o que você me fez;
Desapareça,
Cresça e desapareça...

Bicho de sete cabeças

Tuesday, August 08, 2006

Blablabla 2.

Sempre reclamamos dos problemas que temos. Mas imaginar a vida sem eles é chegar a bendita ou maldita conclusão de que tudo seria um tédio infindável. Querendo ou não, são exatamente esses percalços que dinamizam a vida. Novelas, filmes e seriados (dizem algumas línguas, imitam a vida real) seriam canções de ninar (e alguns (as) realmente são).
Partindo dessa premissa, tiro a noite para celebrar meus problemas e os seus também. Que existam sempre em uma quantidade proporcional e inferior as nossas alegrias, para que justamente contrastem com esses momentos e os valorizem.
Homenagem prestada, sigo na minha vida de inseto habitual, me encolho em um cobertor e vivo os problemas alheios em um filme qualquer...(são sempre uma fuga dos meus!)

Frase marcante de um livro de décima categoria "Jamais daria preferência a sua felicidade em detrimento da minha". (pq essa é a definição mais precisa do que é o amor! - e ainda insistem que acreditemos nos contos de fada)

And I open my eyes....

I always thought that I knew
I'd always have the right to
Be living in the kingdom of the good and true
And so on
But now I think I was wrong
And you were laughing along
And now I look a fool for thinking you were on my side

Is it any wonder that I'm tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don't know what's right?

Sometimes
It's hard to know where I stand
It's hard to know where I am
Or maybe it's a puzzle I don't understand

Sometimes
I get the feeling that I'm
Stranded in the wrong time
Where love is just a lyric in children's rhyme, a soundbite

Is it any wonder that I'm tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don't know what's right
Oh these days?
After all the misery you made
Is it any wonder that I feel afraid?
Is it any wonder that I feel betrayed?

Nothing left inside this old cathedral
Just the sad lonely spires
How do you make it right?

Friday, August 04, 2006

The ground beneath my feet...

Frio de doer nos ossos. E, nesse mundo, todos passando por um turbilhão de sentimentos, sensações e pensamentos. E ninguém, por mais magoado que esteja, pode julgar. Tantos ângulos, tantas formas diferentes de encarar a mesma situação...não agimos nunca sem contar com a influência de tudo o que passamos. São tantas as coisas que devemos levar em consideração que corremos sempre o risco de errar ao apontarmos o dedo para alguém.
E cada um carregando seu fardo e, sinceramente, nunca sei se aprendi algo ou me fortaleci com os infortúnios. Talvez eu seja uma exceção à regra e, desses momentos, só me restaram as cicatrizes.
Todo dia cinza me contagia. Toda previsão do tempo deveria ser levada mais a sério. De suma importância se torna saber se as nuvens e a frente fria de amanhã vão melancolizar e preguiçiar nosso dia.

Filmes que aceleram o tempo e preenchem meu ócio: O sol de cada manhã, com Nicolas Cage. Separados pelo Casamento, com Jennifer Aniston. Uma vida Iluminada, com Elijah Wood.

Friday, July 28, 2006

Formas de anestesia...

Get Rhythm
Johnny Cash


Hey, get rhythm when you get the blues
Hey, get rhythm when you get the blues
Yes a jumpy rhythm makes you feel so fine
It'll shake all the trouble from your worried mind
Get rhythm when you get the blues


Little shoeshine boy never gets low down
But he's got the dirtiest job in town
Bendin' low at the peoples' feet
On the windy corner of the dirty street
Well, I asked him while he shined my shoes
How'd he keep from gettin' the blues
He grinned as he raised his little head
Popped a shoeshine rag and then he said

Get rhythm when you get the blues
Hey, get rhythm when you get the blues
It only costs a dime, just a nickel a shoe
Does a million dollars worth of good for you
Get rhythm when you get the blues

Well, I sat down to listen to the shoeshine boy
And I thought I was gonna jump for joy
Slapped on the shoe polish left and right
He took a shoeshine rag and he held it tight
He stopped once to wipe the sweat away
I said you're a mighty little boy to be-a workin' that way
He said I like it with a big wide grin
Kept on a poppin' and he said again

Get rhythm when you get the blues
Hey, get rhythm when you get the blues
Get a rock 'n' roll feelin' in your bones
Get taps on your toes and get gone
Get rhythm when you get the blues

Monday, July 24, 2006

E persisto, insisto e resisto....

Tudo nessa vida é transitório e esse fato é a grande razão de tudo. Determina até o modo de viver. Como se desfazer do instinto natural da vontade da continuidade? Vontade de que momentos não sejam somente momentos e a doce ilusão da eternidade ao não visualizarmos o final de tudo. Como passar pela vida sem se apegar aos eventos que realmente nos fazem felizes, se desassociar para seguir em frente em busca de algo que provoque a mesma ou similar sensação de fazer sentido? Pq nascemos dotados desse instinto se ele não condiz com a realidade? Talvez com a evolução da espécie nasçamos sem esse desnecessário acessório no futuro. E sem o dentequeiro. Odeio, defitivamente.

Sunday, July 23, 2006

Am ram, eu não sou cachorro não...

E os cachorros latem incessantemente. Noto que eles só fazem isso à noite. Talvez pq o silêncio facilita a comunicação à distância. Devem reclamar de fome, trocar confidências e experiências caninas.
E eu que expresso isso em um teclado de computador? Procuro meus semelhantes online..e registra-se aí a dualidade da tecnologia...aproxima, mas separa qdo isso basta.
E tudo começa em uma segunda-feira. E é minha nova resolução de começo de semana que bradarei virtualmente para meus iguais homo sapiens sapiens: melhorar! Fica aí, mais um uivo nessa madrugada.

Monday, July 10, 2006

I am mine...

E é quando faz frio que eu me sinto viva. Por isso não me agasalho.
Estranho se sentir estranha demais pra esse mundo. Estranho não se sentir parte, estranho não fazer parte de si mesmo. É olhar pras suas mãos como se elas não fossem suas. É se sentir de Marte, Vênus ou Saturno. Qualquer coisa habitada por seres tão estranhos quanto vc.
E agora eu pergunto a quem me lê. Quantas horas do seu dia vc gasta pensando nos problemas alheios? Qto tempo vc dedica sua mente pra pensar em um amigo, no problema dele e em uma possível solução? Agora perceba quanto tempo vc gasta pensando nos seus próprios problemas, nas suas coisas, nos seus planos. Perceba o quanto vc está focado no seu umbigo e tão somente nele. Se vc chega a pensar em outra coisa que não está ligada a vc, é durante segundos e volta automaticamente pra rotina "eucentrista "de sempre. E é quando me pergunto o quanto somos sozinhos, ilhas andando pelas ruas.
Certas coisas são amargas de imaginar.

Agora, eu vejo tudo daqui de cima...




I'm in the sky tonight,
There I can keep by your side
Watching the wide world riot and hiding out
I'll be coming home next year
Into the sun we climb
Climbing our wings will burn white
Everyone strapped in tight
We'll ride it out
I'll be coming home next year
Come on get on get on
Take it till life runs out
No one can find us now,
Living with our heads underground
Into the night we shine
Lighting the way we glide by
Catch me if I get too high
When I come down
I'll be coming home next year
I'm in the sky tonight
There I can keep by your side
Watching the whole world wind around and round
I'll be coming home next year
I'll be coming home next year
Everything's alright up here
When I come down
I'll be coming home next year
Say good-bye

Wednesday, July 05, 2006

Idas e vindas...

"Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida."